terça-feira, 24 de março de 2009

Rosa dos ventos

A invenção da Rosa-dos-ventos é atribuída ao grego Aristóteles Timóstenes, um estudioso da navegação que viveu por volta de 250 a.C, e foi escolhido por Ptolomeu II, rei do Egito, para o piloto-mor de sua marinha. Os 12 ventos de Timóstenes incluíam Bóreas e Notus, Zéfiro e Apeliotes, e 2 ventos entre cada par adjacente. Essas 12 direções foram dispostas numa rosa-dos-ventos.

A rosa-dos-ventos é um instrumento de orientação baseado nas quatro direções fundamentais e suas intermediárias. A rosa-dos-ventos corresponde à volta completa do horizonte e surgiu da necessidade de indicar exatamente uma direção que nem mesmo os pontos intermediários determinariam, pois um mínimo desvio inicial torna-se cada vez maior, à medida que vai aumentando a distância.
Assim, praticamente todos os pontos na linha do horizonte podem ser localizados com exatidão. Cada quadrante da rosa-dos-ventos corresponde a 90º: considera-se o norte a 0º; o leste a 90º; o sul a 180º, o oeste a 270º, e novamente o norte a 360º.
A utilização de rosas-dos-ventos é extremamente comum em todos os sistemas de navegação antigos e atuais. Seu desenho em forma de estrela tem a finalidade única de facilitar a visualização com o balanço da embarcação, portanto os quatro pontos cardeais principais são os mais fáceis de ser notados: Norte (0º de azimute cartográfico), Sul (180º), Este ou Leste (90º) e Oeste (270º). Dependendo do tamanho da bússola pode caber mais quatro pontos que são chamados de pontos colaterais; Nordeste (45º), Sudeste (135º), Noroeste (315º) e Sudoeste (225º) e se o visor for maior ainda costumam incluir mais oito pontos , chamados pontos subcolaterais; Norte-nordeste (22,5º), Leste-nordeste (67,5º), Leste-sudeste (112,5º), Sul-sudeste (157,5º), Sul-sudoeste (202,5º), Oeste-sudoeste (247,5º), Oeste-noroeste (292,5º) e Norte-noroeste (337,5º).
Criando uma rosa-dos-ventos
Sabendo os quatro pontos cardeais (Norte, Sul, Leste e Oeste) é possível determinar todos os outros, não é preciso decorar nada. A regra é a seguinte:
Comece com uma cruz em uma folha de Papel, cada ponta da cruz será um ponto cardeal: Norte, Sul, Oeste (W) e Leste (Este). Trace duas diagonais que passem pelo ponto central da cruz e dividam a mesma em 8 partes iguais. Cada ponta desta diagonal recebe um nome que é a composto pelo nome dos dois pontos cardeais mais próximos. Exemplo 1: A ponta que ficou entre o Norte e o Oeste será chamada de Noroeste (NO) pois é o resultado de Norte + Oeste (N + O). Exemplo 2: A ponta que ficou entre o Sul e o Leste será chamada Sudeste (SE) pois é o resultado de Sul + Este (S + E).
Depois de dar o nome aos 4 pontos que surgiram, divida novamente o desenho traçando as retas bem no meio das divisões que você já tinha feito e nomeado. O resultado são 16 partes iguais. Mais uma vez, dê o nome para as pontas de acordo com os dois mais próximos. Exemplo 1: A ponta que ficou entre o Norte e o Nordeste será chamada de Norte-Nordeste (NNE) pois é resultado de Norte + Nordeste (N + NE). Exemplo 2: A ponta que ficou entre o Sul e o Sudoeste será chamda de Sul-Sudoeste (SSO ou SSW) pois é resultado de Sul + Sudoeste (S + SO). Exemplo 3: A ponta que ficou entre o Oeste e o Noroeste será chamada de Oeste-Noroeste (ONO ou WNW) pois é resultado de Oeste + Noroeste (O + NO ou W + NW).
Pontos cardeais
E: este ou leste
N: norte
O ou W: oeste
S: sul
Pontos colaterais
NE: nordeste
NO ou NW: noroeste
SE: sudeste
SO ou SW: sudoeste
Pontos subcolaterais
ENE: lés-nordeste
ESE: lés-sudeste
SSE: sul-sudeste
NNE: nor-nordeste
NNO/NNW: nor-noroeste
SSO/SSW: sul-sudoeste
OSO/WSW: oés-sudoeste
ONO/WNW: oés-noroeste

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